Só Templates

Créditos



Layout by



Leia Importante

Esse site é melhor visualizado pelo internet explore (5 +), e na resoluçao de 1024 x 764; Obrigado.
Esse Site Foi Feito Por:

Alunos: Gustavo L., Gustavo M., João Vitor C., Carlos Magno, Maicom e Rafael
Profª: Gabriele M.
Turma: 8ª C
Matéria: Português

Esse Site Fala Sobre As Causas Da Destruição Do Nosso Planeta, e As Soluções Para Salva-lo.

Querendo Falar Conosco? Deixe Uma Mensagem Na Cbox No Menu Ao Lado <---

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Produtos Eletrônicos(Computadores, Televisões e Etc)


Nas duas últimas décadas estivemos assistindo a uma revolução digital. O símbolo dessa era é o avanço do microchip, que se torna cada vez menor, mais rápido e mais barato. Vimos os equipamentos evoluírem exponencialmente e o setor de eletrônicos pessoais explodir. E, enquanto a mídia tem dedicado cobertura extensiva a essa onda de inovação tecnológica, pouca atenção tem sido dada àquilo que ela deixa como rastro.


Os resíduos eletrônicos, apelidados de e-lixo, englobam uma vasta gama de dispositivos. Vão dos eletrodomésticos de grande porte, como as geladeiras, máquinas de lavar e aparelhos de ar-condicionado, às peças pequenas e portáteis como celulares, lâmpadas fluorescentes e tocadores de CD ou MP3. Antes feitos para durar, os eletrônicos de consumo hoje são projetados para serem substituídos quando quebrados - e então jogados fora. Na maioria dos lares do planeta existem torradeiras que não funcionam, pilhas gastas e videogames obsoletos que estão a um passo de virar descarte.


Ainda que fosse pelo simples volume dos objetos, o crescimento desse despejo já seria um problema. Em comparação ao lixo urbano comum, o e-lixo pesa de três a quatro vezes mais, aponta a bióloga Patricia Blauth, consultora em minimização de resíduos. Mas a sucata eletrônica é um tipo de lixo especial, no pior sentido. Por colocar em risco a saúde e o ambiente, precisa de tratamento diferenciado e fiscalização eficiente. Coisas que custam muito - e podem ser muitas vezes burladas.


Esse lixo também é peculiar por outro motivo: seu ciclo de vida é curto, muito menor que a duração real da sua produtividade. Some-se a isso a falta de incentivo à reciclagem, os altos preços do desmantelamento e do tratamento dos elementos químicos envolvidos e, sobretudo, a falta de políticas públicas, e tem-se um quadro assustador: de 20 a 50 milhões de toneladas de novos resíduos eletrônicos jogados fora, anualmente, em todo o mundo, segundo informam as Nações Unidas. Nos próximos cinco anos, esse número vai triplicar.

China, Crianças são mão-de-obra no desmanche do lixo tech

Os números de sucata eletrônica

• O tempo médio de vida útil de um computador nas nações desenvolvidas caiu de seis anos para apenas dois anos entre 1997 e 2005

• Telefones celulares têm ciclo de vida de 18 meses nos mesmos países• A indústria vendeu 183 milhões de novos computadores em 2004 - 11,6% a mais do que em 2003

• 674 milhões de celulares foram vendidos em todo o mundo no mesmo período, superando em 30% os índices do ano anterior

• Em 2010, Estados Unidos, Europa e Pacífico Asiático já terão acrescentado à soma mais 150 milhões de PCs, enquanto os mercados emergentes terão contribuído com outros 566 milhões. Até lá, haverá 178 milhões de novos usuários de informática na China e 80 milhões na Índia. No México, 46% dos habitantes terão um computador


Duas décadas atrás, também, o lixo dos países desenvolvidos era um problema com que apenas eles tinham de lidar. Agora, a questão é global. "Havia uma defasagem para as novidades chegarem aqui", explica o economista Sabetai Calderoni, autor de "Os Bilhões Perdidos no Lixo". "Hoje os lançamentos são simultâneos e existe uma febre de substituir os equipamentos assim que chega algo novo ao mercado. O que vemos é uma obsolescência programada, não casual.

" A cada dois anos e meio um chip dobra de capacidade e o anterior sai de cena. Somente no Brasil são produzidas, por ano, 3 mil toneladas de celulares. Para onde vai isso tudo? "Depende da política de cada município", explica Eduardo Castagnari, presidente da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), "mas na maioria dos casos o destino é equivocado". "Supõe-se que no Brasil a maior parte dos resíduos eletrônicos tenha um fim semelhante aos resíduos urbanos, ou seja, os aterros sanitários. E essa é uma uma hipótese levemente otimista", diz Sebastião Roberto Soares, chefe do departamento de engenharia sanitária e ambiental da UFSC. A suposição pessimista é que os eletrônicos vão parar em lixões.


Aqui, o problema dos resíduos sólidos reside no tratamento e disposição final, e não na limpeza pública, que já atende a maior parcela da população urbana. "No caso dos eletroeletrônicos, há uma deficiência adicional pelas oportunidades de reciclagem que ainda são desperdiçadas", aponta Diógenes Del Bel, presidente da Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos). Uma exceção é o município de Curitiba (PR), que possui um sistema de coleta para resíduos perigosos domésticos.

O número de lixo que uma pessoa consome em uma vida.

Aconteceu lá fora


• Suíça; Dois sistemas de retorno ao fabricante são financiados por uma taxa prévia de reciclagem, um para aparelhos elétricos (de secadores de cabelo a geladeiras) e outro para eletrônicos (computadores, celulares e afins). Os fabricantes e importadores são responsáveis por seus produtos até o fim de sua vida útil e devem garantir um processo de reciclagem limpo e eficiente. Somente 3% do e-lixo vai para aterros, que são sujeitos a controles rígidos.


• Índia; A maior parte do lixo vem dos fabricantes, que descartam chips, placas-mãe e periféricos defeituosos. Não há maquinário ou equipamento de proteção adequados para a extração de materiais na reciclagem. O trabalho é feito manualmente e sem luvas, com o auxílio apenas de martelos e chaves de fenda. Crianças e mulheres são geralmente envolvidas nessas operações. Aquilo que não tem valor para reuso ou revenda é queimado a céu aberto ou depositado em aterros.


• China; O sistema de reciclagem é caótico. A coleta de lixo é parcialmente organizada, mas não se presta exclusivamente a esse fim e cobre todo tipo de resíduo. Os coletores é que pagam ao consumidor por seus equipamentos usados, mesmo sem funcionar. A importação de lixo é ilegal, mas amplamente praticada, com despejos vindos principalmente dos EUA, da Coréia e do Japão. Depois do desmantelamento, o e-lixo é mandado para refinarias de metais no sudeste do país.


• África do Sul; Devido a regulamentações severas para o comércio de metais preciosos no país, é difícil encontrar refinariais que aceitem processar material sem as especificações exigidas. Não há leis que determinem a responsabilidade pós-consumo ao fabricante nem ao consumidor. Muitos distribuidores trocam material velho por novo na hora da venda, mas a maior parte vai para aterros. É comum que máquinas obsoletas sejam descartadas junto com resíduos sólidos comuns.

Nenhum comentário:

Postar um comentário